A Acupuntura Egípcia, também conhecida como Sistema das Tabuletas de Argila, é uma prática que procura restabelecer o equilíbrio do organismo através dos meridianos e da sua relação com os órgãos.
Apesar do nome, não utiliza agulhas. O trabalho é realizado com pequenas tabuletas de argila, moldadas em diferentes formas geométricas, que são aquecidas e colocadas em pontos específicos do corpo. Sobre elas são aplicadas quintessências espagíricas, escolhidas de acordo com o desequilíbrio observado e com a individualidade de cada pessoa.
De onde vem?
O Antigo Egito deixou-nos importantes papiros médicos, como os papiros de Ebers e de Berlim, nos quais encontramos uma visão do ser humano em profunda relação com a natureza, os elementos, as plantas e o cosmos.
A Acupuntura Egípcia que conhecemos atualmente resulta de um trabalho contemporâneo de estudo e reconstrução inspirado nesses documentos. Segundo a linhagem na qual me formei, este sistema foi recuperado pelo médico italiano Dr. Angelo Angelini e pelos seus alunos. Mais tarde, Stefano Stefani contribuiu para a sua transmissão no Brasil, onde o conhecimento foi aprofundado e divulgado por professores como Maurício Carneiro, com quem realizei a minha formação.
Por respeito pela história, importa esclarecer que não estamos perante uma técnica preservada de forma contínua e intacta desde o Antigo Egito, mas perante um método contemporâneo reconstruído a partir da interpretação dos antigos papiros médicos e integrado com conhecimentos de meridianos, Espagiria, Melotesia e assinaturas planetárias.
Como funciona?
Nesta abordagem, os meridianos são entendidos como percursos que estabelecem uma ligação entre diferentes regiões do corpo e os órgãos que lhes estão associados. Quando essa circulação perde harmonia, o organismo pode começar a revelar sinais de desequilíbrio.
A consulta começa sempre pela observação da pessoa. Não escolho uma planta apenas a partir de um sintoma, porque duas pessoas podem apresentar o mesmo desconforto e, ainda assim, precisar de abordagens completamente diferentes.
Depois de compreender o terreno individual e identificar os meridianos e órgãos que necessitam de atenção, escolho as formas das tabuletas, os pontos onde serão colocadas e as quintessências espagíricas mais adequadas.
A argila funciona como suporte e veículo. A forma geométrica acrescenta uma qualidade própria ao trabalho e a quintessência transporta a assinatura da planta. Deste encontro entre o ponto, a forma, o calor, a argila e a planta nasce uma intervenção profundamente individualizada.
Para que serve?
A Acupuntura Egípcia pode ser integrada quando existe um desequilíbrio na forma como o organismo está a funcionar e se pretende compreender que órgãos e meridianos poderão estar envolvidos.
O seu propósito não é silenciar apenas a manifestação visível, mas apoiar o corpo na recuperação da sua capacidade de autorregulação. Procura-se olhar para o sistema como um todo, compreender as relações entre as diferentes funções orgânicas e oferecer ao corpo uma informação vegetal escolhida para aquele momento.
Pode constituir uma consulta completa por si mesma ou ser integrada na Consulta de Diagnóstico Integrativo, em articulação com a Astrodiagnose, a Espagiria e outras ferramentas que utilizo.
Quais são os seus benefícios?
Por ser realizada sem agulhas, é uma abordagem suave e não invasiva. Permite trabalhar os meridianos e a sua relação com os órgãos, integrar as propriedades e assinaturas das plantas através das quintessências e adaptar cada aplicação à constituição e ao momento da pessoa.
Muitas pessoas referem uma sensação profunda de relaxamento, maior leveza e uma perceção diferente do próprio corpo depois da sessão. No entanto, cada organismo responde ao seu ritmo e nenhuma experiência é igual à outra.
Para mim, a sua maior riqueza está precisamente aqui: não aplicar uma técnica igual a todos, mas escutar o que aquele corpo está a comunicar e procurar, entre os meridianos, as formas e as plantas, o caminho que pode ajudá-lo a regressar ao equilíbrio.
Formato e valor: esta consulta é presencial, em Tomar, com a duração de 1h e o valor de 90€.
A Acupuntura Egípcia é uma prática complementar e não substitui o diagnóstico, o tratamento ou o acompanhamento médico sempre que estes sejam necessários.